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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Livros que valem de inspiração para grandes nomes do rock

Os livros são essências para a criatividade e desenvolvimento do intelecto, afinal aumentam nosso vocabulário e abrem a mente para diversas questões. Sem dúvida, você já ouviu falar, e muito, sobre isso. Agora, que tal seguir as referências literárias dos grandes astros do nomes para comprovar a teoria?

Renato Russo recomenda Camões


Fã de literatura, Renato Russo já citou vários autores que o ajudaram em sua formação como líder da banda Legião Urbana. Em seu nome, por exemplo, “Russo” é uma homenagem ao filósofo Jean-Jacques Rousseau. Na música “Monte Castelo”, Renato adaptou trechos do soneto de Camões, e acabou até popularizando a obra do autor. Por isso, se fosse recomendar um autor, seria Camões



John Lennon recomenda Lewis Carroll


John foi responsável pela criação da maioria das músicas dos Beatles, e chegou a publicar dois livros, ambos bem sucedidos. Uma de sua maiores influencias é a clássica obra de Lewis Carroll, “Alice no país das maravilhas”. Em entrevista, John revelou que relia a obra uma vez por ano, na infância, e que a história inspirou a canção “Luck in the Sky”. Por isso, se fosse recomendar um autor, seria Lewis Carroll.




Morrissey recomenda Oscar Wilde


O vocalista dos Smiths é um grande apreciador do escritor Oscar Wilde, tanto que já foi comparado a ele. O nome de um dos documentários sobre a história do músico “A importância de ser Morrissey”, é um trocadilho com o título de uma das peças do autor, “A importância de ser prudente”. Por isso, se fosse recomendar um autor, sem dúvida, seria Oscar Wilde.


terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Falante e bem à vontade, Tiê aproveita o palco e divide suas histórias com o público


Escrita delicada, notas simples e voz suave: assim é a música de Tiê. Antes da carreira, ela comandava um brechó, até que um dia, o músico Toquinho entrou para conhecer o local. A conversa dos dois durou por dois anos, e foi com ele que a moça aprendeu a cantar profissionalmente. A própria Tiê relatou a história ao público, durante sua apresentação no projeto “Vire o Disco”, promovido pela Livraria Cultura.

A cantora chegou ao evento carregando sua filha mais nova no colo, enquanto a mais velha, já aguardava no local. Calçava um Oxford textualizado, em tons de azul bebê. Pouco antes de se apresentar, despiu-se do sapato artesanal e subiu em um salto alto, encarando a figura de mulher, logo após afinar seu violão.

Foto: Internet/Divulgação

O público ali presente era o mais variado possível. Alguns desavisados, outros embalados por um passeio estendido à livraria, misturados aos funcionários, que também eram fãs, e se revezavam para tirar fotos com a cantora. Falante, ela tocou seu repertório autoral, enquanto suas filhas corriam de um canto ao outro.

Falou sobre o bloqueio criativo que passou nos últimos anos, motivo a fez sumir dos palcos por um tempo. Contou que foi a Nova York, se encontrar com o ex-Taking Heads, David Byrne. O músico lhe deu um start inicial: o trecho de uma música, que resultou em uma das músicas do seu último álbum, a canção  All Around You. Feito joia rara, o disco foi batizado de “Esmeraldas”.

Mostrou-se empolgada por sua música "A Noite" ter entrado no repertório da novela "I love Paraisópolis", fato que também aconteceu com a canção “Dois”, e revelou Tiê ao grande público. “Minha vó ficará muito feliz. Sempre que a música (Dois) tocava na novela, ela me ligava para dizer se tocou bastante, ou pouco. Vou voltar a receber suas ligações”, conta a cantora, transbordando em boas expectativas.

Vai lá ouvir:



quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Indie: o estilo que mistura o antigo e o novo

A canção é moderninha, mas o estilo traz um apanhado de várias gerações


A independência está aí para você vestir o que bem entender, dizer o que vêm a mente (pela internet, que fique bem claro), comprar o que julga valer a pena. Largar tudo e apostar em um sonho de infância… Tanto faz: Há possibilidades o suficiente para investir no que você quiser. A questão é: o que se quer? Não é fácil viver na época em se pode tudo.

Mas foi assim, almejando por tal independência, ou até mesmo por sobrevivência, que músicos alternativos, com algum estilo do qual nem eles mesmo sabiam ao certo o que era, lançaram-se rumo ao mar da internet, sem nenhuma gravadora por trás. Daí, surgiu o termo Indie, que, sim, é derivado de independência.

A contracultura logo se agarrou a isso e passou a chamar de seu. Gostar de algo que não é massivo tornou-se sinônimo de elegância sonora. Mas o tal som indie começou antes do Arctic Monkeys, Interpol ou Malu Magalhões. Bandas como Sonic Youth e Pixies, expoentes do grunge nos anos 90, já sintonizavam suas guitarras distorcidas junto a frustrações da juventude.




No estilo


A vida perfeita, com família, casa e carro, já não basta. Tem que ter tudo isso e mais um pouco: viagens, comidas especiais, hobby dá que dinheiro, projeto bem-sucedido, amor arrebatador. Será mesmo? Uma mescla de gêneros, estilos e ritmos bagunçavam a cabeça dos jovens dispostos a descobrir.

Com tanto futuro pela frente, e até ficando pra trás, o passado ganhou um charme exclusivo. Assim, sua volta foi triunfal, na pele dos Hipsters: óculos quadrados, cintura alta, cropped, xadrez, croché e franjas. Sim, o hippie virou boho chic, e o grunge também.






Do shopping ao brechó

Onde encontrar tudo isso? É cada vez mais comuns jovens trocarem marcas de luxo por um bom garimpo vintage (na maioria das vezes, virtual). A venda e troca pela internet, ao até nos brechós de bairro, a baixo custo, surge como “alternativa” cada vez mais viável, já que as iniciativas desta geração partem de pessoas para pessoas, e não mais só de grandes empresas para seu público.


O processo promete grandes transformações das quais muito possivelmente só terá notícias daqui há alguns anos. Enquanto isso, resta entrar na dança e curtir os (quase) novos tempos. 






sábado, 8 de novembro de 2014

Lado A, Lado B | Em alta, o disco de vinil sobreviveu ao tempo e, hoje, desperta cada vez mais o interesse dos apaixonados por música

Fim de tarde, domingo ensolarado. Uma decoração rústica abriga mais de três milhões de discos. Na vitrola ecoa a voz da cantora Carole King com o play Tapestry, de 1971, em uma das faixas que, mais tarde, seria regravada por Amy Winehouse. Um clima íntimo e familiar preenche a atmosfera local, afinal trata-se de um casarão. 

O disco de vinil é também conhecido como Long Play, daí a sigla LP. Ele começou a ser fabricado nos anos 40, porém devido ao surgimento do CD, nos anos 90, a mídia sofreu um brusco abatimento em sua produção, ainda mais intensificado com a popularização da internet, alguns anos depois. Hoje, ele reaparece, mesmo que de maneira tímida, e volta como aposta de bandas nacionais e internacionais. 

Na Vitrola CulturalA tendência permitiu que, em março de 2013, São Paulo ganhasse uma nova opção de lazer: O Casarão do Vinil, um espaço que, além dos discos clássicos, conta com relíquias da música nacional. Segundo Giovanni Basile, um dos responsáveis, os discos não são catalogados por gênero, pois o intuito é que o visitante tenha contato com a maior variedade de LPs possíveis, durante o processo do garimpo.

Antes disso, a América Latina contava com apenas uma produtora especializada no ramo, a Polysom, localizada no Rio de Janeiro.

Para criar o este novo acervo, Jorge, quem deu vida ao projeto, começou a comprar discos desde 2002. Ele imaginava atrair os fãs de música à moda antiga, da época do vinil. A surpresa veio quando o público jovem, em torno de 16 a 25 anos, começou a frequentar o local.

Uma questão de hábito?

Na Vitrola CulturalQual a diferença dos discos para a música que pode ser facilmente encontrada na internet? Como Giovanni ressalta, o vinil capta a atenção do ouvinte. De acordo com ele "O público está sentindo a necessidade de tocar a música", o que vai de encontro com as características da mídia, que conta com dois lados, sendo necessário parar e mudar o lado. Não permite a passagem da faixa, ou seja, é necessário ouvir o disco por completo.

Contudo, é importante lembrar que tem gente dos dois lados. Gente que não dispensa um bom disco e gente que encontra tudo e mais um pouco para baixar na internet. Mais importante que a alternativa é não deixar a música cair na “banalização”, ou seja, escutar inúmeras bandas, mas não entender e se aprofundar, de fato, em nenhuma. 

Galeria

Um (bom) disco não é apenas uma faixa, mas sim, a junção de uma ideia sonora, que começa na arte da capa e vai até a ordem das músicas. Tal obra tão minuciosa é capaz de transformar a vida de alguém. Dúvida? Confira depoimentos de quem vivenciou a experiência: 

Nevermind, Nirvana 


"Me senti voltando no tempo, senti tudo que as pessoas sentiam naquela época. Sentimentos, de toda uma geração passada, traduzidos em música. E eu vivendo isso, uma década depois."
                                                            João Victor, 27 anos








Blood Sugar Sex Magik, Red Hot Chili Peppers

"Com ele, aprendi a ter uma certa curiosidade musical. Isso porque, após ver um clipe deles na MTV, encontrei o play no quarto do meu tio, e coloquei no som dele para ouvir. Depois disso, dediquei minha adolescência inteira a essa banda."
                                                                       Rafael da Paz, 21 anos







Violator, Depeche Mode 

"Quando ouvi pela primeira vez, a sensação de inspiração para a vida, amores e desafios, foi imediata. Sempre voltava e repetia, acompanhando as letras que questionavam sentimentos e existência com uma sensibilidade sem igual."                       
                                                                   Dennis Almeida, 30 anos







Above, Mad Season

"Quando o reproduzi pela primeira vez foi um choque. O disco me trouxe uma sensação imersiva e um envolvimento que até então eu nunca tinha experimentado. Era como se suas músicas me acolhessem de alguma maneira! Na época eu estava passando por um período de turbulências na minha vida e o disco foi um verdadeiro analgésico para minha mente. Desde então, sempre o carrego comigo."                             
                                                                                                                  Alexandre Simone, 21 anos 



NOLA, Down

“É um divisor de águas no metal, onde mistura a velha pegada do Pantera com o stoner rock. As músicas todas têm letras profundas, as melodias são fantásticas (principalmente se compararmos com o que rolava por aí na época) e carrega vários sentimentos."     

                                                               Gabriel Magalhães, 21 anos








Vai ver:

Casarão do Vinil: www.facebook.com/pages/Feirao-1-milhao-de-LPs
Polysom: www.polysom.com.br 

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Os revolucionários | Descubra as novidades que pedem um novo olhar a literatura e para os quadrinhos

O leitor já não é mais o mesmo e, após anos, a receita para se fazer um bom livro mudou

O mundo está cercado de informações por todos os lados. No entanto, tamanho excesso e rapidez deixam uma pergunta no ar: afinal, as pessoas estão deixando de ler? Uma pesquisa feita pelo Instituto Pró-Livro em parceria com o Ibope, em 2012, apontou que sim. Segundo o levantamento, aqueles que haviam lido ao menos uma obra nos últimos três meses, e são considerados leitores, caiu de 95,6 milhões (55% da população estimada), em 2007, para 88,2 milhões (50%), em 2011.

Passado alguns anos, esses dados tornaram-se controversos, levando em conta o hábito cada vez mais comum de ler, escrever e compartilhar experiências nas redes sociais. Para acompanhar o ritmo, uma nova maneira vem se destacando: a fragmentação.

Literatura

Poesia curta e direta em guardanapos. Em alguns momentos, quase psicografada. Foi assim que o criador da página Eu me chamo Antônio, Pedro Gabriel Anhorn, conquistou seu espaço virtual (857.613 curtidas). A visibilidade da empreitada atraiu olhares e, em 2013, a editora Intrínseca resolveu investir na ideia, que foi sucesso imediato.

As apostas continuam e, esse ano, a publicitária Clarice Freire, de apenas 25 anos, também ganhou sua própria publicação, Pó de Lua. Assim como Pedro, ou Antônio, ela expandiu seus pensamentos através do Facebook – Blog, Instagram e tudo mais – e acabou como destaque das principais livrarias do país.

Quadrinhos

Desde que surgiram as tirinhas brasileiras utilizam o humor para lançarem críticas e sátiras, e ganharam visibilidade ao serem introduzidas em jornais semanais. Caíram no gosto popular pela praticidade. Agora, tais características integram o universo da leitura online. 

Cada tirinha expressa o repertório do criador, podendo trazer dizeres, mesmo sem ter um desenho escultural, ou, ainda, somente desenhos sem mensagens. Esqueça a sequência de três quadro, pois agora não há somente um padrão. O fundamental é transmitir uma mensagem que faça o leitor refletir. 

A página Infame Lúdico começou em 2010 e de lá pra cá, conseguiu em torno de 16.494 curtidas. O que chama atenção é o traço minimalista do criador, Rafael C. Nemer. Em entrevista abaixo, ele fala mais sobre o assunto: 

Vitrola: Como você descreve a estética do Infame Lúdico? 

Rafael: Não foi nada planejado e nem muito pensado. Praticamente tudo é a mesma coisa que era quando comecei: as cores e os traços são bem simples, pois é a forma como sei fazer. Assim, creio que os quadrinhos tenham uma estética própria. 

V.: Existe alguma mensagem principal que você queira passar? 

Na Vitrola Cultural - Infame LúdicoR.: Milhares. Se pensarmos no conteúdo das tiras, cada uma mostrará um modo diferente (ou não) de ver as coisas, ou revelará minha opinião sobre determinado assunto. Agora, se estivermos falando dos quadrinhos como arte, independente do contexto, penso que eles demonstram a possibilidade tentar fazer algo interessante do modo como conseguimos, por menos complexo que seja. 

V.: Como acredita que a internet pode contribuir para a disseminação dos quadrinhos? 

R.: É o meio onde tudo acontece e é divulgado, compartilhado e curtido. Para disseminar sua arte, é a ferramenta perfeita; para fazê-la ser refletida, deixa a desejar. Grande parte das vezes, sua frase, poesia, ou tira é só mais uma imagem a ser consumida, entre tantas outras. 

V.: Como avalia o cenário atual de tirinhas? 

R.: Percebo muitas coisas interessantes com o pouco que vejo na internet. Admiro muito tirinhas com bons conteúdos, discussões, filosofias e, vez ou outra, humor, quando bem feito. Cada autor com sua forma de desenhar, escrever e juntar os dois. Eventualmente, a internet é uma máquina de divulgação que, como nas produções em grande escala, às vezes peca no controle de qualidade. 

Explore também:

Anna Bolenna - A perturbada da corte

Vai ver:

Eu me chamo Antônio: www.eumechamoantonio.com
Pó de lua: www.podelua.com
Infame lúdico: www.infameludico.blogspot.com
Anna Bolenna: www.annabolenna.com.br
Intrínseca: www.intrinseca.com.br

Por trás das câmeras | Aumente seu repertório de filmes explorando a gama de produções alternativas disponíveis na internet

A Dinamarca ficou pequena quando Lars Von Trier começou a rodar sua lista de sucessos peculiares. A falta de condições para formalizar os estudos em cinema não impediu Almodóvar de tornar-se um dos diretores mais premiados da atualidade. E foi a partir de narrativas não-lineares que Tarantino deu uma nova faceta aos filmes americanos. O que eles têm em comum? A excentricidade, a promessa do novo com base no antigo, e a vanguarda das produções alternativas. 

Dentro do cinema, o termo alternativo vale para se referir a qualquer produção que não que seja hollywoodiana. Com o surgimento da internet, muita coisa mudou no que diz respeito ao consumo de filmes, e neste novo cenário os blogs desempenham um papel fundamental para a distribuição de novos conteúdos.

Formado em cinema, Julyano Abnner desenvolve projetos de audiovisual e, há oito anos, está à frente do blog Laranja Psicodélica. Ele conta que a ideia de criar o blog surgiu para diversificar o cardápio de filmes, já que, na época, o acesso a produções alternativas só acontecia em festivais das grandes metrópoles, e nunca no interior. Julyano se diz ser contra o download de filmes que ainda se encontram no cinema, e o blog foca no cinema de nicho, além de possuir outro desdobramento para música segmentada, o Laranja Discografia. Ele aponta que 90% das coisas postadas na página não foram, não são e não serão lançadas no Brasil, já que, tanto a indústria do cinema, quanto a música, ainda é bem elitista. 

Cena do filme "O fabuloso destino de Amélie Poulain"
 “A cultura é uma das melhores maneiras de se modificar o olhar, e um ato tão simples como postar um filme ou um CD pode transformar, assim fui transformado com o passar dos anos. O papel dos blogs é, e sempre será de suma importância na disseminação de cultura no mundo.” Julyano Abnner

Para disponibilizar os filmes, Julyano utiliza o processo colaborativo por meio do torrents. Através do programa, os usuários lançam (fazem upload) e trocam arquivos semeados por milhões de pessoas de todas as partes do mundo, todos os dias. "Durante todo esse tempo que está no ar, o site foi derrubado apenas uma vez, mas voltamos na mesma semana, além disso, existem leis sobre direitos de autor e imagem, fora as leis Antipirataria que também pintam nesse quesito." conta Julyano. 

Ele ressalta ainda que seu blog não ganha, nunca ganhou e nunca ganhará com direitos alheios e por isso sobrevive por tanto tempo. "Não vendemos contas, não pedimos doação, não tem spam, clique celular, espaço publicitário, só trocas de arquivos entre usuários por torrents upados por usuários que não tem ligação com o blog." resume ele. 

Cinema por país

Julyano indica três diretores para quem deseja percorrer um caminho alternativo 

Brasil

Diretor: Cláudio Assis 
Ficha-técnica: "3 longas lançados, Baixio das bestas, Amarelo manga e Febre do rato. Na minha opinião, é o melhor diretor brasileiro em atividade atualmente. Seu trabalho versa com a estética do excluído e segmenta de certa forma o trabalho começado por Glauber Rocha anos atrás". 


Argentina

Diretor: Gaspar Noé 
Ficha-técnica: "3 longas lançados no Brasil, vários curtas e muita coisa ainda não lançada por aqui. É o meu diretor favorito da atualidade. Ele tem um estilo vertiginoso, trata de temas que são tabu em várias culturas, apresenta sempre novos experimentos visuais ou na montagem. Seus longas sempre surpreendem, seja pela psicodelia ou por serem tão explícitos." 



Canadá

Diretor: Xavier Dolan 
Ficha-técnica: "Tem apenas 25 anos, mas já coleciona prêmios e 4 longas, fez seu primeiro filme com 17 e tem sido presença em premiações ao redor do mundo sempre que lança filme novo, inclusive em cannes, festival mais respeitado do mundo. Dolan é especialista em Melodramas e tem um trabalho relativo ao que faz Pedro Almodóvar guardadas as devidas proporções." 

Vai ver:

Laranja Psicodélica: www.laranjapsicodelicafilmes.blogspot.com.br

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Parada Cultural | Como as exposições tem atraído cada vez mais gente das grandes metrópoles

“Não pode tocar” Foi-se o tempo que em que pais e mestres podiam recorrer à expressão. Cada vez mais interativas, as exposições rompem padrões estéticos e sonoros. Isso porque contam com uma estrutura que promete uma experiência única ao visitante. Assim, chegando aos poucos, conquistaram seu lugar na agenda de quem busca por lazer e conhecimento, a um preço camarada.

Na região metropolitana, o primeiro registro do tal do boom apareceu com a "Virada Renascentista", no CCBB – Centro Cultural Branco do Brasil, que reuniu em torno de 300 mil pessoas, de acordo com o site oficial do evento. Pouco tempo depois, o MIS – Museu da Imagem e Som, recebeu mostra do artista David Bowie, que contabilizou certa 80 mil pessoas.

Contudo, a popularização da atividade veio com a exposição do Castelo Rá Tim Bum, também sediada pelo MIS. A mostra – que começou em junho, e devido à grande procura se estenderá até janeiro – embalou crianças, jovens e adultos, sem segmentação de público, com direito a filas quilométricas, principalmente durante as primeiras semanas em que os portões se abriram. O interesse foi tanto, que entrar no castelo tornou-se algo aclamado nas redes sociais.

Será? Créditos: Projeto Sinta-se Paulistano

Por outro lado...

Toda exposição recorre à obra de um artista, personalidade ou programa que se afirmou como um mito e foi imortalizado ao decorrer dos anos. Mesmo com um aumento considerável na procura por tais amostras, nem todos os roteiros partilham do mesmo momento de interesse.

O diretor da Galeria de Arte Romero Britto André Ferrari, conta que entre os visitantes, o perfil ainda mais se destaca é o estrangeiro. O espaço ganhou visibilidade com a exposição M. de Marilyn à Madonna, em agosto. Nesse caso, ao todo, foram oito pessoas de fora, mas três funcionários, para realizar o projeto.

André diz acreditar que o sucesso de uma exposição está inteiramente ligado a relevância do tema e a uma divulgação bem feita. Assim, a atividade promete conquistar espaços e atrair cada vez mais o público.

Anota aí 


Quando: De terça a domingo das 11h às 20 horas. Até 11 de janeiro.
Onde: Instituto Tomie Ohtake
Como: Retirada de senhas em três horários: 11h, 14h e 17h.
Quanto: Gratuito
Por que visitar? Reúne as principais obras do mestre do surrealismo.