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quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Indie: o estilo que mistura o antigo e o novo

A canção é moderninha, mas o estilo traz um apanhado de várias gerações


A independência está aí para você vestir o que bem entender, dizer o que vêm a mente (pela internet, que fique bem claro), comprar o que julga valer a pena. Largar tudo e apostar em um sonho de infância… Tanto faz: Há possibilidades o suficiente para investir no que você quiser. A questão é: o que se quer? Não é fácil viver na época em se pode tudo.

Mas foi assim, almejando por tal independência, ou até mesmo por sobrevivência, que músicos alternativos, com algum estilo do qual nem eles mesmo sabiam ao certo o que era, lançaram-se rumo ao mar da internet, sem nenhuma gravadora por trás. Daí, surgiu o termo Indie, que, sim, é derivado de independência.

A contracultura logo se agarrou a isso e passou a chamar de seu. Gostar de algo que não é massivo tornou-se sinônimo de elegância sonora. Mas o tal som indie começou antes do Arctic Monkeys, Interpol ou Malu Magalhões. Bandas como Sonic Youth e Pixies, expoentes do grunge nos anos 90, já sintonizavam suas guitarras distorcidas junto a frustrações da juventude.




No estilo


A vida perfeita, com família, casa e carro, já não basta. Tem que ter tudo isso e mais um pouco: viagens, comidas especiais, hobby dá que dinheiro, projeto bem-sucedido, amor arrebatador. Será mesmo? Uma mescla de gêneros, estilos e ritmos bagunçavam a cabeça dos jovens dispostos a descobrir.

Com tanto futuro pela frente, e até ficando pra trás, o passado ganhou um charme exclusivo. Assim, sua volta foi triunfal, na pele dos Hipsters: óculos quadrados, cintura alta, cropped, xadrez, croché e franjas. Sim, o hippie virou boho chic, e o grunge também.






Do shopping ao brechó

Onde encontrar tudo isso? É cada vez mais comuns jovens trocarem marcas de luxo por um bom garimpo vintage (na maioria das vezes, virtual). A venda e troca pela internet, ao até nos brechós de bairro, a baixo custo, surge como “alternativa” cada vez mais viável, já que as iniciativas desta geração partem de pessoas para pessoas, e não mais só de grandes empresas para seu público.


O processo promete grandes transformações das quais muito possivelmente só terá notícias daqui há alguns anos. Enquanto isso, resta entrar na dança e curtir os (quase) novos tempos.